A indústria nunca gerou tantos dados quanto gera atualmente. Sensores, máquinas, sistemas corporativos, ERPs, dispositivos IoT e plataformas de monitoramento produzem informações continuamente ao longo de toda a operação. Ainda assim, muitas empresas continuam enfrentando dificuldades para tomar decisões mais rápidas, reduzir desperdícios e melhorar a eficiência operacional.

O problema não está necessariamente na falta de tecnologia, mas na fragmentação das informações.

Grande parte das operações industriais ainda depende de processos manuais, planilhas desconectadas e fluxos de dados isolados que não se comunicam entre si. O resultado é um ambiente em que decisões críticas continuam sendo tomadas com base em informações incompletas, desatualizadas ou pouco confiáveis.

E os números mostram que esse cenário tem um custo elevado.

O custo oculto das decisões “analógicas”

De acordo com o estudo global The 2025 State of Data Analysts in the Age of AI, 76% dos analistas ainda dependem de planilhas para tarefas de preparação de dados. Além disso, quase metade dos profissionais entrevistados relatou gastar mais de seis horas por semana limpando e organizando informações manualmente.

Mais do que um problema operacional, isso representa um risco estratégico. Processos manuais aumentam significativamente a probabilidade de inconsistências e reduzem a confiabilidade dos dados utilizados em iniciativas de automação, analytics e inteligência artificial.

Na prática, empresas que buscam acelerar sua transformação digital continuam sustentando parte de suas operações com estruturas que nunca foram projetadas para tomada de decisão em tempo real.

Outro dado relevante vem do estudo da Autodesk de 2024, The Digital Factory: A Data Story. Segundo o relatório, 70% das empresas ainda utilizam planilhas para desenvolver e operar suas fábricas. Aproximadamente 95% dos dados gerados durante a construção e o planejamento de uma planta industrial nunca são utilizados durante a operação.

Isso significa que informações valiosas são perdidas antes mesmo de gerar qualquer impacto produtivo.

Quando a informação chega tarde demais, a operação perde eficiência

Nas operações industriais modernas, a capacidade de resposta tornou-se uma vantagem competitiva. O problema é que muitas fábricas ainda operam com ciclos lentos de atualização, nos quais as informações são consolidadas apenas diariamente ou semanalmente.

Estudos recentes publicados no Flexible Services and Manufacturing Journal (2024) demonstram o impacto direto das atualizações de dados em tempo real sobre os indicadores operacionais.

Em determinados modelos de controle de produção, o aumento da frequência de atualização das informações elevou a utilização das máquinas para até 91,5%. Em sistemas baseados em KANBAN, os dados em tempo real reduziram o Lead Time em mais de 34%.

Esses resultados demonstram que o ganho não está apenas em “visualizar dados”, mas em permitir que a fábrica responda continuamente ao que está acontecendo no processo produtivo.

É nesse contexto que as soluções MES passam a assumir um papel estratégico.

MES como a espinha dorsal das operações industriais

O conceito de MES (Manufacturing Execution System) evoluiu significativamente nos últimos anos.

Antes visto apenas como uma ferramenta de monitoramento da produção, o MES tornou-se um sistema central de orquestração operacional, conectando máquinas, pessoas, processos e sistemas corporativos em um único fluxo de informação.

De acordo com estudos publicados no Decision Analytics Journal (2025), aproximadamente 59% das pesquisas sobre gestão da informação na Indústria 4.0 indicam que sistemas centrais, como ERP e MES, devem atuar como mediadores de interoperabilidade entre sensores, dispositivos IoT e sistemas industriais.

Na prática, isso significa transformar arquiteturas fragmentadas em ambientes integrados capazes de fornecer dados confiáveis e acionáveis em tempo real.

Mais do que centralizar informações, o MES cria um “sistema nervoso digital” para a fábrica.

Da monitoração passiva à inteligência operacional ativa

Muitas empresas acreditam já possuir um Digital Twin apenas porque monitoram equipamentos por meio de dashboards. No entanto, estudos recentes mostram que existe uma diferença significativa entre um “Digital Shadow” e um verdadeiro “Digital Twin”.

No modelo de Digital Shadow, os dados fluem em apenas uma direção: da máquina para o sistema. Existe visibilidade, mas não há capacidade real de ação inteligente.

Já em um modelo de Digital Twin, os dados fluem de forma bidirecional e contínua. O sistema recebe dados operacionais, processa informações em tempo real e gera recomendações, ajustes ou respostas automatizadas para otimizar os processos produtivos.

Pesquisas publicadas na revista Applied Sciences (2025) demonstram que modelos preditivos alimentados por dados industriais podem reduzir análises que antes levavam minutos ou horas para frações de segundo, permitindo decisões instantâneas e otimização contínua.

Essa mudança redefine completamente a forma como as indústrias operam.

O foco deixa de ser apenas “monitorar indicadores” e passa a ser agir continuamente sobre eles.

O futuro da eficiência industrial depende de dados conectados.

A transformação digital na manufatura não acontece apenas pela adoção de novas tecnologias. Ela depende principalmente da capacidade de integrar informações, eliminar silos e transformar dados operacionais em inteligência acionável.

Empresas que continuam dependentes de planilhas, controles manuais e sistemas desconectados enfrentarão dificuldades crescentes para escalar produtividade, responder rapidamente às mudanças operacionais e sustentar iniciativas avançadas de automação e inteligência artificial.

O desafio industrial atual não é gerar mais dados.

É conseguir utilizar os dados de forma integrada, confiável e em tempo real.

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Michael Machado

CEO at EYF | Experiencing the future with Digital Planning, Risk-Based Management, AI and Advanced Analytics.


Consultoria em Transformação & Planejamento Digital e Desenvolvimento de Soluções Customizadas.

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